Estudantes de Medicina recebem jalecos em cerimônia solene

O Teatro PUC foi palco de uma tradição acadêmica do curso de Medicina da PUC Goiás na noite desta segunda-feira, 24 de março: a cerimônia do jaleco. O evento reuniu mais de 60 estudantes do primeiro período, que receberam seus jalecos das mãos de familiares, além da direção da Escola de Ciências Médicas e da Vida, coordenação do curso, docentes e demais lideranças acadêmicas.
Para o coordenador do curso, professor Ricardo Piccolo Daher, a cerimônia simboliza a recepção dos novos estudantes tanto na vida acadêmica quanto na carreira médica e clínica. “O jaleco simboliza muitas coisas. Ele é limpo, é um tipo de uniforme e representa diversos valores que o estudante de Medicina vai aprender ao longo dos seis anos do curso e depois na prática clínica. Ele também tem um grande simbolismo para o paciente”, destacou.
O prof. Ricardo ressaltou ainda que a prática clínica na PUC Goiás começa no primeiro semestre, permitindo que os estudantes tenham contato com a comunidade desde o início da formação.
Depoimentos
Entre os novos alunos, a emoção era visível no olhar e nos depoimentos. Para eles, a cerimônia marcou o início de uma jornada desafiadora, porém repleta de significado e propósito. A acadêmica Catarina Esteves, de 19 anos, definiu a cerimônia como o primeiro passo de um sonho. “É muito emocionante estar aqui com a minha família, que me acompanhou por todo esse período, principalmente na época do vestibular, que foi muito tensa. Agora, estar com meus colegas de turma, que vão me acompanhar pelos próximos seis anos, é uma experiência única”, afirmou.
Catarina também destacou a importância do jaleco como símbolo da ética profissional e a relevância de recebê-lo das mãos dos pais. “Eles são a nossa maior inspiração ao longo da carreira”, completou.
O estudante Breno Pinheiro, bolsista do ProUni, também reforçou o significado pessoal da cerimônia. “Para mim, representa o início de tudo. Sempre sonhei em cursar Medicina e foi uma caminhada longa até conseguir. Como bolsista, sei o peso dessa conquista não só para mim, mas para toda a minha família. Minha mãe, que me criou sozinha, tem um orgulho enorme, assim como eu tenho dela”, disse emocionado.
Breno revelou ainda seu interesse na área de Medicina de Família e Comunidade, destacando seu desejo de atuar junto às populações mais vulneráveis.
Um dos fundadores do curso, o professor Luiz de Paula Silveira Júnior, reforçou a importância do jaleco branco para a identidade profissional dos futuros médicos. “Sempre digo aos meus alunos que o jaleco é a essência de quem o veste. Ele deve representar um profissional educado, nobre, estudioso, talentoso e, acima de tudo, humanizado. Não se trata apenas de vestir um uniforme, mas de entender o peso da responsabilidade que ele carrega”, enfatizou.
Fotos: Weslley Cruz